'pataphisique, surrealismo, poesia, leiteratura, 'spabilanto, fátima vale, modernismo, teatro

A Fúria do Cervo Empreendedor

TU que chegas sempre primeiro!

Com brocados da posse febril que te movimenta

a beleza à desamão, as nádegas apertadas da tormenta,

espertalhão imbecil arrogante micróbio deplorável

liberal de esgoto à direita da sucessão,

plástico faminto egolatra logotipo bordado pela escravidão!

A FÚRIA DO CERVO EMPREENDEDOR!

Havia de se lhe amputar aqui o verbo!

Essa negação do humano esse Corno a Motor!

Mas tu és muitos nunca morres!

Nojo poluente que tudo usas para subir à invenção

ao domínio, à usurpação, agonizas porco derramado!

Vazio, vazio, vazio, o empreendedor rebenta!

Rastejas emproado na Hipérbole da Estupidez

Brilhantina do Vulgar do Normal Berloque de Escarro!

Cada vez que te negam o capricho de possuir

seja lá o que for, o Luzídio Crápula ameaça, atraiçoa, persegue, invade, viola,

Sua Merda Insuflável de farpela engomada

foste fabricado para ser assim.

Foste ejaculado, esculpido, polido, lixado, envernizado, amestrado,

Leitão criado no Masseirão da Vaidade,

treinado para andar sobre os puros, os naturais e deles usurpar, sorver, extorquir, roubar!

O trono, o carro, o fato, o par de sapatos ridículos que batem no chão com clap severo!

Himalaias de Esterco! Biltre de Assobio!

És o ódio de cada passo sobre a inerme relva das festas!

E tens tu, sua Larva de Peçonha, fascínio pelo que te é desigual!

Estudas de modo prévio a tua caça. De ser Rei do Degredo, Salvador Perfumado!

Cloro em Moçambique! Impostor Armado em Gente! Vermículo de nojo feito!

És mais ordinário que as guedelhas desgrenhadas de um vadio em dia de vento!

És mais asqueroso que um bêbado mijado no canto da rua!

A falsidade, o disfarce meticuloso para te pareceres estátua da soberba!

Psicopata, demente, nódoa da moeda,

queres estar na torre, no leme, no volante a mandar,

a perseguir, a violar a humanidade que resta!

Títere do Cavernoso Sistema, Palhaço Anti-Riso,

Laroz de Merda Sem Alma, vestido de exploração!

Ínfimo, Insignificante, espremes-te à lupa do esforço, para ser visto a mudar o mundo!

Predador que te serves da pobreza para engordar.

Morres Carrasco lentamente à tua mercê!

Odeias a natureza, hedionda criatura!

Desfiguras o que se te nega ser possuído, hás-de ser Pelintra, Masturbador, Toupeira Metralha, vomitado pelas larvas indiferentes!

As tuas roupas serão dadas à caridade que tanto prezas, imbecil!

A merda dos teus sapatos recusada pelo ancião do pardieiro!

Pois dentro daquela pele o homem desaparece!

Ervilha de Cobiça! Náusea de Tédio!

Serás o luto de Salazar a cada queda de Sabonete!

Minha Besta de Patas de Barro!

Hás-de GANIR como uma hiena ao parir!

TU que nem aguentaste ser homem até chegares com a língua ao rabo do Chicão,

ao rabo dos Cotrins, dos Coelhos, dos Desventuras, dos Rios, dos Salgados!

Querias o monopólio de quantas vidas, meu Ilustre Pântano de Piolhos?

Cortas de mansinho o pulso para deslocares a culpa, Lagarto Covarde?

E a jugular não que morrias logo, Porco Dos Confins do Infinito!

És tão feito dos excrementos da sociedade que estás representado por calças bege em milhões de congressos.

TU Cervo Empreendedor do Destino Náufrago,

És no calabouço a alma dos covardes a penar.

O Nado-Vazio que fizeram de ti a desnascer!

______________
Fátima Vale, O Poço dos Covardes e a Lua de Excremento.

30 de Maio de 2020.

Nuno Saraiva | the Mapplethorpe Tale | Capa do Inimigo Público.

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